Eu preciso de notícias suas. Preciso saber como você está, se dormiu bem essa noite, se anda se alimentando direito, se está feliz… se anda pensando em mim. Preciso de notícias suas, porque só assim vou ficar em paz.
“– Por que eu?
– Hein? – ela resmunga, meio sonâmbula e debilitada.
– Por que você não ligou para seus pais ou uma amiga?
– Não sei – ela me responde. – Eu te atrapalhei, não é?
– Não! Não, não. Não é isso. Fiz o que fazem os amigos. E, você sabe, eu adoro estar contigo. Em pubs, em parques, em hospitais municipais, tanto faz. É só que…
– Sei lá. Nem pensei direito. Você foi a primeira que me veio à cabeça. Isso é ruim?”